O Guarujá apresenta varias peculiaridades tanto no que diz respeito ao seu meio físico como a forma como vem se processando a ocupação de seu espaço territorial. Tais aspectos, associados a pluviosidades intensa, especialmente no verão, criam condições propícias ao desencadeamento de movimentos de massa e inundações, que refletem o processo crescente de estabilização ambiental dessa área, especialmente nas ultimas três décadas.
O crescimento da infraestrutura no município não acompanhou aquele da população, sendo insuficiente especialmente no período de ferias ou feriados prolongados.
Esse quadro da ocupação do município fornece subsídios a compreensão da atual situação de deterioração ambiental do Guarujá, havendo correlação direta entre ocupação e aumento da frequência de deslizamentos, inundações e etc.
PROBLEMAS
Ocupaçao rio Santo Amaro
As invasões de áreas de preservação em Guarujá pelos sem-teto geraram um desastre ambiental no Município, como a ocupação das margens do Rio Santo Amaro por barracos e palafitas. Mas , apesar do alerta, esse crime ecológico continuou, ao longo dos dois últimos anos, sem a devida fiscalização do poder público. A conclusão é do Ministério Público(MP) de Vicente de Carvalho, que instaurou ação civil pública contra a Prefeitura, para que impeça a expansão desses núcleos.
A Prefeitura informou que já entrou com recurso no fórum local, e vem tentando cassar a liminar, afirmando não ter equipamentos para deter as ocupações do Rio Santo Amaro.
No estudo, o Ministério Público afirma que o rio, que já sofreu invasões na margem esquerda, e se encontra assoreado, também começou a ser invadido direita, com a formação de dois novos núcleos. O primeiro junto à Rua B da Vila Santa Clara, e a outra a menos de 100 metros já na Vila da Noite.
Segundo o MP, que confrontou fotos aéreas de 1997 com as obtidas dois anos depois, os núcleos se expandiram nesse período e já somam mais de 50 barracos. " A foto de 1997 mostra uma só cunha de invasão , e bem menor que a de seu tamanho atual", conclui o órgão, que inclui ainda outro dano ambiental provocado pelo assoreamento: as enchentes nas áreas próximas a Vila Zilda, por que não há escoamento pelo leito do rio no período de chuvas.
Rio Acaraú
Rio Acaraú O rio Acaraú tem sua origem num braço de mangue, ali pelo bairro da Vila Áurea em Vicente de Carvalho. A partir da ponte sobre a Avenida Presidente Vargas, o Rio Acaraú segue o seu curso por mais de 1,5 quilômetro. No seu trajeto há um rastro de sujeira e lama deixada pelas habitações que se instalaram ao longo do seu curso. Um exemplo é a Vila Atlântica, núcleo situado nas margens do Rio Acaraú, na Vila Áurea, onde os moradores estão expostos a riscos de doenças. Sem ter outra opção de onde morar eles escolheram no passado o leito do Rio para construir suas habitações. Hoje enfrentam surtos de doenças respiratórias e ratos , num dos núcleos mais carentes de Vicente de Carvalho.
O rio está assoreado por mato e lixo, e as águas invadem as palafitas.
Quando faz sol, o mau cheiro incomoda, gerando nuvens de mosquitos que aterrorizam até mesmo os moradores da Avenida Acaraú, no lado oposto.
O Problema
É causado pela deposição de garrafas plásticas e sacos de lixo nas águas do Acaraú, onde o esgoto de Vicente de Carvalho é despejado pelos canais. Em alguns trechos, o mato cobriu todo o leito do rio, represando a água.
A Solução
Para diminuir o drama das famílias seria o desassoreamento do rio.
Ações
Sensibilizado com o problema , o vereador Aparecido José da Silva apresentou indicação na Câmara pedindo providências urgentes à Prefeitura para desassorear o rio. O Departamento de Obras e Serviços Urbanos(DOSU) informou que já esta providenciando a limpeza do rio. Quanto a questão do lixo, apesar dos órgãos públicos fazerem a limpeza periódica alguns moradores insistem em depositar os detritos em local não apropriados.
Saneamento Basico (Noticia)
Os moradores do bairro Vila Edna, em Guarujá, no litoral de São Paulo, estão insatisfeitos com as condições do bairro. Ruas alagadas, falta de saneamento básico, sujeira e buracos em obras estão entre as principais exigências dos munícipes, que cobram soluções da prefeitura e da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
A comerciante Maria Augusta de Souza reclama das imediações da Escola Estadual Coralina Ribeiro, com entulho e água nas calçadas do entorno. “Está uma porcaria. As crianças saem da escola e está aquela imundice, com rato entrando”, critica. “A escola solicita, faz o que precisa. Dentro da escola a gente consegue cuidar, mas na rua não tem como”, emenda a educadora Lilian Tavani Pinheiro.
A dona de casa Francisca Rodrigues, por sua vez, chegou a ficar mais de uma semana longe da própria residência após um dia de chuva, já que o local ficou completamente alagado. “Passamos oito dias fora de casa, com tudo podre lá dentro. Tem de ter rede de esgoto para todos nós”, pede. “Quando enche, a água vem toda para dentro de casa”, completa Maria Eva dos Santos, também dona de casa.
Doenças
São muitas as doenças vinculadas à falta de saneamento. Elas interferem na qualidade de vida da população e até mesmo no desenvolvimento do país. A maioria dessas doenças é de fácil prevenção, mas causam muitas mortes, como o caso da diarréia entre crianças menores de 5 anos no Brasil. Os índices de mortalidade infantil também estão associados ao acesso a serviços de água, esgoto e destino adequado do lixo.
As doenças são transmitidas pelo contato ou ingestão de água contaminada, contato da pele com o solo e lixo contaminados. A presença de esgoto, água parada, resíduos sólidos, rios poluídos e outros problemas também contribuem para o aparecimento de insetos e parasitas que podem transmitir doenças.
É importante lembrar que os custos com prevenção dessas doenças são menores do que os que se tem com a cura e a perda de vidas por causa delas. Também se poderiam otimizar os gastos públicos com saúde se o dinheiro investido em tratamento de doenças vinculadas à falta de saneamento pudesse ser direcionado para outras questões.
Principais doenças relacionadas à falta de saneamento: amebíase, ancilostomíase, ascaridíase, cisticercose, cólera, dengue, diarréia, desinterias, elefantíase, esquistossomose, febre amarela, febre paratifóide, febre tifóide, giardíase, hepatite, infecções na pele e nos olhos, leptospirose, malária, poliomielite, teníase e tricuríase.
Para reduzir os casos dessas doenças é fundamental que a população tenha acesso a água boa, tratamento correto do esgoto (seja ele doméstico, industrial, hospitalar ou de qualquer outro tipo), destinação e tratamento do lixo, drenagem urbana, instalações sanitárias adequadas e promoção da educação sanitária (que inclui hábitos de higiene), entre outras ações.
OS PROBLEMAS DA COLETA DE LIXO:
Sem dinheiro para pagar a Terracom, empresa responsável pela coleta domiciliar em Guarujá, continua nesta segunda-feira (24) a paralisação da coleta de resíduos no Município. Ontem, revoltados com a situação, anunciada no último sábado pela Administração Municipal, moradores da Cidade começaram a jogar sacos de detritos em frente ao prédio da Prefeitura. Em reação, a Guarda Municipal foi acionada e recolheu todo o material.
Hoje, a esperança da Administração Municipal está em uma reunião agendada com a Câmara, para tratar da crise financeira. Segundo a Prefeitura, o encontro discutirá vários assuntos relacionados aos problemas de caixa do Executivo. A expectativa é de que seja solicitada à Câmara a aprovação do Refis, programa que visa incrementar a arrecadação municipal.
Enquanto a coleta está suspensa do Município, operários da Prefeitura improvisam a limpeza da orla das praias e dos bairros onde há maior circulação de pessoas no Município. Mas, embora respeitada pelos moradores da orla, a tentativa de executar diretamente os serviços recebeu críticas da população dos bairros. “Isso de recolher o lixo na praia é jogada para manter a imagem positiva da administração junto aos turistas. Lá, no Santa Clara, ond e moro, o lixo já toma conta das ruas”, reclamou ontem a Reportagem, José Araújo Lima.
Ele é atendente de um quiosque na Praia da Enseada, e, apesar das críticas, aplaudiu o esforço dos funcionários da Prefeitura. “Tá bom, mas quero ver onde moro”.
A despeito das dificuldades financeiras, a Prefeitura vem utilizando caminhões e funcionários de vários setores, organizando uma força-tarefa para ajudar a reverter essa situação.
BURACOS DIFICULTAM A CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS EM VIA DE GUARUJÁ, SP
Uma via do bairro Vila Áurea, em Guarujá, no litoral de São Paulo, se tornou um problema para motoristas da região. Grandes buracos na Avenida Luciano de Castro prejudicam a circulação de veículos. O internauta José Pedro Miranda Fonseca utilizou a plataforma colaborativa VC no G1 para mostrar a situação.
Segundo o morador, o problema existe há cerca de dois meses. "Motoristas que não conhecem a avenida acabam batendo os carros", relata. Ainda de acordo com o munícipe, há também uma grande circulação de caminhões pela área, o que agrava a situação.
Nota da redação: A Secretaria de Operações Urbanas informa que enviará uma equipe ao local na próxima semana para fazer um levantamento do serviço necessário e, assim que possível, agendar os trabalhos na programação da operação tapa-buracos.
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